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Água da Lagoa dos Patos volta a avançar sobre ruas da região ribeirinha de Rio Grande

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Rio Grande, 13 de agosto de 2026 — Ruas da região ribeirinha de Rio Grande voltaram a registrar pontos de inundação nesta quarta-feira (13), com a elevação do nível da Lagoa dos Patos avançando sobre áreas tradicionalmente atingidas pelo fenômeno.

As imagens registradas durante a noite mostram a presença de água em trechos da Marechal Deodoro, no final da Major Carlos Pinto, junto ao Canalete, e na região do Rincão da Cebola.

O fenômeno não está relacionado apenas à ocorrência de chuva em Rio Grande. A Lagoa dos Patos recebe as águas de uma extensa rede de rios do Rio Grande do Sul, fazendo com que volumes registrados em outras regiões do Estado cheguem posteriormente ao sul. A água precisa então escoar pelo canal da Barra do Rio Grande em direção ao Oceano Atlântico.

Vento pode dificultar a vazante

A dinâmica da Lagoa dos Patos é diretamente influenciada pelas condições do vento. Quando predominam ventos dos quadrantes Sul e Sudeste, o escoamento da água em direção ao oceano é dificultado, favorecendo um represamento no estuário e a consequente elevação do nível da lagoa.

Marechal Deodoro, na noite de quarta, dia 12. Foto A.L

 

Já os ventos de Norte e Noroeste tendem a favorecer a vazante e a saída da água pelo canal da Barra.

Esse processo ajuda a explicar por que áreas baixas e próximas à margem da lagoa, como pontos da região central e ribeirinha de Rio Grande, podem apresentar inundações mesmo sem uma chuva intensa na cidade.

Pontos tradicionalmente atingidos

A Marechal Deodoro, o trecho final da Major Carlos Pinto, próximo ao Canalete, e o Rincão da Cebola estão entre os locais que costumam sentir mais rapidamente a elevação das águas.

Durante a noite, a água cobriu parte das vias e avançou sobre áreas próximas às calçadas, alterando as condições de circulação.

As imagens registradas nesta quarta-feira mostram mais um episódio da dinâmica característica da região: a água que percorre o sistema da Lagoa dos Patos encontra condições desfavoráveis para deixar o estuário e acaba elevando o nível junto às áreas urbanas mais baixas.

Em Rio Grande, portanto, acompanhar a situação das águas exige observar não apenas a previsão de chuva local, mas também o nível da Lagoa dos Patos, o volume de água que chega de outras regiões do Estado e a direção e intensidade dos ventos na Barra.

Rincão da Cebola quarta à noite.

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