Um caso grave vem gerando indignação e revolta em Rio Grande. Uma paciente oncológica, identificada pelas iniciais C.L.S.S., aguarda há mais de um ano por uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — e até agora, nada.
De acordo com familiares, a paciente enfrenta um quadro delicado de saúde, com dores intensas, episódios frequentes de sangramento e extrema debilidade física. Hoje, passa a maior parte do tempo acamada, sem condições básicas de comunicação ou qualidade de vida.
Exames e laudos médicos apontam diagnóstico de adenocarcinoma de cólon, um tipo de câncer que exige tratamento ágil e acompanhamento contínuo. Mesmo diante da gravidade, a paciente segue na fila de espera desde o ano passado, ocupando a 11ª posição — sem qualquer avanço ou previsão concreta de atendimento.
📄 Os documentos médicos indicam ainda:
- Presença de lesão no cólon direito
- Diagnóstico confirmado de câncer
- Indicação de urgência no encaminhamento oncológico
Apesar disso, a realidade é de abandono.
Familiares relatam que já buscaram respostas por diversos canais, incluindo a ouvidoria, mas não obtiveram retorno. “Ninguém explica nada, ninguém resolve. Ela está sofrendo, praticamente à beira da morte, e seguimos sem saber quando será atendida”, desabafa um familiar.
A situação escancara um problema recorrente: a demora no atendimento de casos graves dentro do sistema público de saúde. No caso de pacientes oncológicos, o tempo não é apenas um detalhe — é decisivo.
Enquanto isso, C.L.S.S. segue aguardando. Sofrendo. Sem respostas.
❗ Fica o questionamento:
Até quando pacientes com diagnóstico de câncer precisarão esperar meses — ou anos — por um procedimento que pode significar a diferença entre a vida e a morte?
❗ Quem é responsável por essa fila que não anda?
❗ Por que não há transparência nem retorno às famílias?
O caso exige explicações urgentes das autoridades de saúde e uma resposta imediata. Porque, neste ritmo, a espera pode custar uma vida.


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