A Vigilância em Saúde de Rio Grande confirmou, nesta segunda-feira (18), três novos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no município. Com os registros mais recentes, o total de mortes pela doença chega a 43 desde o início do ano.
Os dados constam no Boletim Semanal da SRAG, divulgado pela Prefeitura, e reforçam a gravidade do quadro epidemiológico. No levantamento anterior, publicado em 11 de agosto, o número de vítimas fatais era de 40.
Situação de alerta
O avanço da doença tem pressionado os serviços de saúde da cidade. Em julho, a Prefeitura decretou estado de emergência em saúde pública devido à alta procura por atendimento e à sobrecarga nos leitos hospitalares. A vacinação contra a gripe, que poderia amenizar parte das complicações respiratórias, ainda registra baixa adesão, alcançando pouco mais de 33% da população.
Impacto local
De acordo com especialistas da rede municipal, a SRAG não se limita a um único agente causador. Casos podem estar relacionados a vírus como influenza, sincicial respiratório e também à Covid-19, o que torna o acompanhamento e a prevenção ainda mais desafiadores.
A Prefeitura reforça o apelo para que a comunidade procure a vacinação e mantenha cuidados preventivos, como o uso de máscara em locais de risco, atenção redobrada à higiene das mãos e busca imediata por atendimento médico em caso de sintomas respiratórios graves.
Contexto estadual e nacional
Assim como em Rio Grande, outras cidades gaúchas também enfrentam elevação nos casos de SRAG, acompanhada por aumento de internações e óbitos. O cenário preocupa autoridades sanitárias, que alertam para a necessidade de ações mais efetivas de imunização e prevenção.
