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Rio Grande registra mais cinco mortes por SRAG; total chega a 40 em 2025

Município segue em estado de emergência em Saúde devido ao aumento de casos e superlotação da rede hospitalar

A Vigilância em Saúde do Rio Grande confirmou, nesta segunda-feira (11), mais cinco óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), elevando para 40 o número de mortes registradas no município desde o início do ano. Os dados integram o boletim semanal referente à 32ª semana epidemiológica, divulgado pelo órgão vinculado à Secretaria de Município da Saúde (SMS).

Dos óbitos registrados, 30 ocorreram em hospitais e 10 em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A SRAG inclui casos de Síndrome Gripal (SG) que evoluem para comprometimento da função respiratória e pode ter como causa vírus como influenza, covid-19 e outros respiratórios.


Cobertura vacinal ainda é baixa

Até o momento, 64.092 pessoas receberam a vacina contra a gripe em Rio Grande, o que representa 33,4% da população. Entre os idosos, a cobertura chega a 58,1%. Nos grupos prioritários (idosos, gestantes, crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, entre outros), a imunização está em 53,9%.

A Secretaria da Saúde reforça que a vacina é segura e uma das medidas mais eficazes para prevenir casos graves e óbitos. O imunizante está disponível gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde do município.


Situação de emergência em Saúde

O município permanece em estado de emergência em Saúde Pública, conforme o Decreto 21.852, em razão do aumento de casos e óbitos por SRAG, aliado à superlotação da rede hospitalar.

Segundo o Executivo, a alta demanda nos serviços de emergência resultou em filas de espera, ocupação acima da capacidade instalada e falta de leitos de UTI geral, pediátrica e neonatal para atender a atual necessidade. O cenário representa grave risco à assistência e à segurança da população.


Perfil das infecções

O boletim também aponta que, entre os óbitos por diferentes vírus respiratórios:

  • 57,5% foram por SRAG não especificada;

  • 27,5% por influenza;

  • 7,5% por rinovírus;

  • 5% por vírus sincicial respiratório (VSR);

  • 3,3% por metapneumovírus.

Os dados incluem hospitalizações por SRAG no município, na área da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde e no Estado como um todo.


💡 Orientação: A vacinação contra a gripe está disponível em todas as unidades da rede pública de saúde e é a principal medida para reduzir casos graves e mortes.

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