Criminosos burlavam autenticação biométrica para aplicar golpes em serviços públicos
A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar um esquema de fraudes digitais envolvendo contas da plataforma Gov.br, utilizada para acessar diversos serviços do governo federal. Segundo as autoridades, o grupo criminoso investigado burlava o sistema de autenticação biométrica para acessar ilegalmente contas de terceiros, desviando valores e solicitando benefícios indevidamente.
A investigação identificou que os fraudadores utilizavam dados pessoais vazados e, por meio de manipulações tecnológicas, conseguiam simular o reconhecimento facial exigido pelo aplicativo Gov.br. Com o acesso às contas, os golpistas podiam alterar cadastros, solicitar empréstimos consignados e até movimentar valores ligados a programas sociais e trabalhistas.
De acordo com a PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diferentes estados, e o grupo já vinha sendo monitorado há alguns meses após o aumento de denúncias de acessos indevidos a contas oficiais. Ainda não há confirmação se moradores de Rio Grande ou região sul do RS estão entre os prejudicados, mas a polícia alerta para o risco nacional do golpe.
Como o golpe funciona
A fraude se baseia em uma engenharia que combina:
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Uso de dados vazados (como CPF, nome completo e data de nascimento);
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Programas de deepfake para simular a biometria facial exigida;
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Alterações em dispositivos para enganar o sistema de autenticação do aplicativo.
Alerta à população
O Ministério da Gestão e da Inovação, responsável pela plataforma Gov.br, informou que já está reforçando os mecanismos de segurança e recomendou aos usuários:
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Ativar a verificação em duas etapas;
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Monitorar com frequência os acessos em sua conta Gov.br;
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Relatar imediatamente qualquer movimentação suspeita.
Além disso, beneficiários do INSS, Bolsa Família e trabalhadores que utilizam o eSocial devem redobrar a atenção com mensagens falsas, e-mails não oficiais e acessos desconhecidos.
A PF ressalta que as investigações continuam, e os envolvidos poderão responder por crimes como invasão de dispositivo informático, estelionato digital e associação criminosa.