Um novo empreendimento de grande porte promete ampliar a estrutura logística do Porto do Rio Grande. A CMPC Celulose apresentou, nesta quinta-feira (5), o projeto arquitetônico e o planejamento de implantação de seu futuro terminal no Porto Novo, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão.
O projeto prevê a ocupação de uma área de 412,5 mil metros quadrados, onde anteriormente funcionava a empresa Queiroz Galvão. A estrutura será destinada às operações de recebimento, armazenamento e transporte da produção de celulose da companhia.
A proposta integra o chamado Projeto Natureza, um complexo de investimentos estimado em R$ 27 bilhões pela CMPC, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro e uma estrutura logística para o escoamento da produção pelo Porto do Rio Grande.
Estrutura e prazo de implantação
A utilização da área portuária terá contrato inicial de 25 anos, com possibilidade de renovação por igual período. Conforme o cronograma apresentado pela empresa, as obras deverão ser concluídas em até 32 meses, contados a partir do início da construção.
O empreendimento já possui licença prévia emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A próxima etapa depende da obtenção da licença de instalação, além das aprovações necessárias para o avanço do projeto.
Recuperação de patrimônio histórico
Outro aspecto importante da proposta é a recuperação de 11 construções históricas existentes na área. Os imóveis, que estão abandonados há mais de uma década, foram erguidos por volta de 1920 para abrigar funcionários e técnicos norte-americanos ligados ao antigo Frigorífico Swift.
O planejamento prevê a restauração das edificações, mantendo suas características arquitetônicas originais. Após a recuperação, os prédios deverão receber setores administrativos e serviços vinculados ao funcionamento do terminal.
O investimento estimado especificamente para essa etapa é de R$ 18 milhões.
Porto e desenvolvimento regional
A implantação do terminal representa uma nova perspectiva de expansão da atividade portuária rio-grandina, associando infraestrutura logística, movimentação de cargas e recuperação de edificações que integram o patrimônio histórico da cidade.
Além da ampliação da capacidade operacional do Porto do Rio Grande, o empreendimento coloca o município em posição estratégica dentro da estrutura de transporte e exportação da produção de celulose prevista pelo Projeto Natureza.
A concretização do investimento, entretanto, ainda depende das etapas de licenciamento e aprovação necessárias para o início das obras.
