Rio Grande (RS) — Frio, vento, barro e muita adrenalina deram o tom da retomada das competições de Veloterra em Rio Grande. A pista rio-grandina voltou a receber provas neste domingo (23), reunindo 82 pilotos da Zona Sul, do Uruguai e até um competidor ítalo-americano.
As condições do terreno, prejudicado pelas chuvas dos últimos dias, não diminuíram a empolgação dos competidores. Pelo contrário. Para o piloto rio-grandino Michael “Coiote” Pires, de 30 anos, a pista mais difícil faz parte da diversão.
“A pista tem que estar ruim, se tiver boa não tem graça!”
A competição marcou a reabertura oficial da pista para provas, após a obtenção da licença ambiental. A etapa integrou o Campeonato Citadino de Veloterra e contou com diversas categorias, incluindo disputas infantis, para pilotos a partir dos 6 anos, até competidores com mais de 60.
🏁 Pilotos de várias cidades
A retomada também trouxe uma forte presença regional. Participaram pilotos de municípios como Bagé, Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Arroio Grande, Pedro Osório e Jaguarão, além de competidores de Montevidéu e Melo, no Uruguai.
Segundo Mykael Almeida, de 21 anos, tesoureiro e diretor da Associação Rio-grandina de Motociclismo (ARM), o retorno das provas abre uma nova fase para o motociclismo local.
A expectativa é de que ainda em 2026 sejam realizadas mais duas etapas de Veloterra e uma prova de arranca-capim.

🏆 Rio Grande de volta ao circuito
Vencedor em mais de uma categoria na etapa deste domingo, Michael “Coiote” Pires comemorou a retomada das competições e destacou a integração entre pilotos brasileiros e uruguaios.
Com 13 anos de experiência no motociclismo, o piloto ressaltou que, apesar da rivalidade dentro da pista, existe respeito e amizade entre os competidores dos dois países.
“Sempre é uma disputa acirrada, mas existe respeito e amizade entre todos. Ter essa pista novamente aberta é uma conquista para o esporte.”
🌎 Presença internacional
Entre os espectadores estava o ítalo-americano Carlo Maiorano, de 46 anos, morador de Nova York e frequentador do Veloterra rio-grandino quando está no Brasil.
Embora não seja piloto profissional, Maiorano acompanhou a competição e elogiou a estrutura encontrada no local. Ele contou ainda que mantém uma ligação especial com Rio Grande e que pretende adquirir um imóvel no Cassino.
A etapa deste domingo mostrou que o Veloterra continua reunindo competidores de diferentes gerações e cidades, fortalecendo a modalidade e recolocando Rio Grande no calendário das competições de motociclismo da região.
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