Iniciativa pretende reunir documentos, fotografias, objetos e relatos que ajudam a contar a trajetória do hospital em Rio Grande
Os 50 anos do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (HU-Furg) ganharam um novo capítulo: a instituição passou a contar oficialmente com um Núcleo de Memória (Nume), criado para preservar e valorizar os registros que ajudam a contar a história do hospital e de quem participou de sua construção.
A formalização ocorreu no dia 17 de setembro, com a posse dos integrantes do núcleo. A criação do Nume foi estabelecida pela Portaria nº 524, de 14 de setembro de 2026, em caráter permanente, e o grupo está vinculado à Superintendência do HU-Furg.
A proposta é reunir e organizar materiais que, ao longo das décadas, foram acumulados dentro e fora dos espaços do hospital. Entre eles estão documentos, fotografias, objetos e depoimentos, além de outros registros capazes de reconstruir diferentes momentos da trajetória da instituição.
Memórias de quem ajudou a construir o hospital
Para o superintendente do HU-Furg, Fábio Lopes, a criação do núcleo acontece em um momento simbólico, justamente quando o hospital completa cinco décadas.
O gestor chamou atenção especialmente para as histórias guardadas por profissionais que passaram grande parte da vida trabalhando na instituição. Segundo ele, existem trabalhadores com 20, 30 e até 40 anos de trajetória no hospital, carregando consigo lembranças que podem se perder com o passar do tempo.
A intenção é justamente transformar essas memórias individuais em parte do patrimônio histórico coletivo do HU-Furg.
Durante a cerimônia, Lopes também destacou que o novo núcleo terá autonomia para desenvolver suas atividades e contará com um espaço próprio para a organização do trabalho.
Universidade também preserva sua história
A solenidade contou ainda com a presença de Péricles Gonçalves, presidente do Núcleo de Memória da Furg, que compartilhou a experiência da Universidade na preservação de seus registros históricos.
Para ele, documentos, fotografias e lembranças são ferramentas importantes para compreender como uma instituição se desenvolveu e quais pessoas participaram de sua construção.
A criação do Nume do HU-Furg também abre a possibilidade de aproximação e troca de experiências entre os núcleos de memória do hospital e da Universidade.
Um acervo para o presente e para o futuro
À frente do Núcleo de Memória do HU-Furg está Gicelda Maria Pardo Vieira, que ressaltou que preservar a história não significa apenas olhar para o passado.
A proposta, segundo ela, é utilizar as experiências acumuladas ao longo dos anos como referência para compreender o presente e contribuir para pensar o futuro do hospital.
O trabalho deverá envolver a identificação, seleção, organização e preservação do acervo histórico, além da possibilidade de criação de projetos voltados à pesquisa, ensino e extensão.
Com isso, o Nume pretende reunir diferentes períodos dos 50 anos do HU-Furg e dar visibilidade também às pessoas que fizeram parte dessa trajetória.
Mais do que guardar objetos e documentos, a iniciativa busca preservar as histórias, experiências e personagens que ajudaram a construir o Hospital Universitário em Rio Grande — garantindo que esse patrimônio possa ser conhecido também pelas próximas gerações.
