A escritora pelotense Hilda Simões Lopes lança, no dia 15 de agosto, seu mais novo romance histórico, Maya (Libretos, 312 páginas, R$ 80), no Instituto Simões Lopes Neto, em Pelotas. A programação inicia às 18h com um bate-papo entre a autora e a doutora em História Lorena Gill, seguido de sessão de autógrafos.
Com coordenação editorial e design gráfico de Clô Barcellos e capa assinada por Otávio Teixeira, a obra nasceu do incentivo dos historiadores Adão Monquelat, Major Ângelo Pires Moreira e Mário Mattos, que provocaram Hilda a escrever sobre as “vivandeiras” — mulheres que seguiam os exércitos nas guerras da antiga Província do Rio Grande, desempenhando papéis que iam de cuidadoras a combatentes.
“Maya é ficção construída com mulheres e vivências verdadeiras, como as mestras pioneiras Maria Clemência Sampaio e Luciana de Abreu, e figuras históricas como Maria Josefa da Fontoura, Maria Eulália da Fontoura d’Agan e o Príncipe Custódio, originário do Benin”, destaca a autora.
A protagonista, Maya, é uma adolescente escravizada fugitiva, acolhida por essas mulheres combativas. Sua trajetória atravessa lutas pelo divórcio, voto feminino, presença das mulheres nas universidades e pela abolição da escravatura, costurando a história de mulheres revolucionárias do século XIX.
A doutora em Letras Maria Eunice Moreira destaca, na orelha do livro, a força feminina presente na narrativa: “Numa prosa fluida e atraente, Hilda escreve um romance sobre o nosso Rio Grande, mas também sobre o Brasil, que vai dos tempos da escravidão ao final do século XIX, da menina baiana Iara à poderosa Maya e seus ancestrais de África.”
Maya é o 11º livro de Hilda Simões Lopes, que já conquistou o Prêmio Açorianos com A superfície das águas (1997) e foi finalista do Prêmio Minuano com A maçã da rainha má (2021).
