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Heroínas sobre as águas: remadoras do Panapaná celebram batismo do barco Monarca com emoção e coragem

Grupo de mulheres sobreviventes do câncer de mama reafirma força e esperança na primeira remada com nova embarcação Dragon Boat

Nem o vento, nem as ondas: nada detém a força de quem já venceu batalhas muito maiores. Foi com essa energia vibrante que o grupo Panapaná, formado por mulheres sobreviventes do câncer de mama, celebrou no último sábado (20) o emocionante batismo de seu novo barco, o Monarca, no Yacht Club do Rio Grande.

A cerimônia marcou mais que uma estreia náutica — foi um ato de resistência, superação e amor à vida. Sob aplausos do público e ao som dos tambores que regem o ritmo do Dragon Boat, o grupo protagonizou a primeira remada da nova embarcação, doada pela Praticagem da Barra, num gesto de apoio à causa e ao exemplo que essas mulheres representam.

“É impossível assistir à remada dessas mulheres e não se emocionar. Elas mostram a cada dia que a vida após o câncer pode ser potente, ativa e cheia de propósito”, disse a prefeita Darlene Pereira, que esteve presente ao lado dos secretários Mano Estabel (Esporte) e Giovana Trindade (Gabinete de Programas e Projetos Especiais).

🌸 Panapaná: mais que remadoras, símbolos de coragem

Coordenado por Fernanda Rafaela Hortênsia da Costa, o grupo Panapaná carrega no nome a simbologia da borboleta — um ser que passa pela transformação, mas emerge com asas. A escolha do nome Monarca para o novo barco reforça essa metáfora: trata-se da espécie de borboleta que realiza a mais longa migração de um invertebrado, atravessando continentes em busca da vida.

Cada remada das atletas é um manifesto de força. Elas desafiam os próprios limites físicos, mas também ajudam a quebrar o estigma que ainda cerca pacientes oncológicos. A prática do Dragon Boat, além dos benefícios à saúde, promove apoio mútuo, autoestima e empoderamento.

🌍 Festa com presença internacional

O evento reuniu equipes visitantes de outros estados do Brasil e contou com a ilustre presença da medalhista pan-americana uruguaia Malena Peyrallo, que prestigiou o momento de confraternização e solidariedade. Entre abraços, cantos e danças, as Panapanás homenagearam apoiadores que acompanham o grupo desde o início de sua trajetória.

🛶 Mais do que esporte: um legado mundial

O Dragon Boat é uma modalidade milenar de origem chinesa. No formato tradicional, o barco simula a cabeça e cauda de um dragão, com cerca de 13 metros de comprimento e capacidade para 20 remadoras, além de timoneiro e percussionista.

A prática passou a ser adaptada como terapia complementar para sobreviventes de câncer de mama em 1996, por iniciativa do médico canadense Don McKenzie. O sucesso do projeto “Abreast in a Boat” transformou-se em um movimento global. Hoje, mais de 310 equipes em 37 países adotam o esporte como forma de reabilitação física, emocional e social.

No Brasil, cerca de 20 grupos semelhantes ao Panapaná mantêm viva essa corrente de resistência e esperança. E, agora, com o Monarca, o Rio Grande entra ainda mais forte nesse mapa de inspiração.

💬 Apoio e reconhecimento

A Prefeitura do Rio Grande tem apoiado o grupo com logística e articulações com entidades parceiras. “Essas mulheres são inspiração não apenas para quem enfrenta o câncer, mas para toda a sociedade. Elas nos mostram o verdadeiro significado de renascimento”, afirmou a prefeita.

3 Comentários

  • Tatiana Carvalho avila 27/07/2025

    Sou atleta remadora e sou paciente oncológica e sou integrante do projeto com muito orgulho ,
    Só qero dizer qe existe sim muita vida após o câncer sim,vivemos um dia de cada vez e somos persistentes avante PanaPaná.

  • Paula Piva 27/07/2025

    Fazer parte da equipe PanaPaná vai além de praticar um esporte, é resiliência, superação, união e motivação, que mais mulheres sobreviventes do câncer de mama ou de outro tipo de câncer venham fazer parte desta equipe,juntas somos mais fortes,avante borboletas!!!!

  • Fernanda Costa 29/07/2025

    Me sinto feliz e honrada por trazer um projeto tão significativo para a cidade de Rio Grande. Que mais sobreviventes possam se integrar e ser beneficiados pelo projeto, agora com a nossa embarcação, a Monarca despertou, almas, corações dos riograndinos. O amor cura, REMAR também. Ajude o projeto, compartilhe. 💖

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