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FATOS & CIOSAS Com Ronaldo Morgado Segundo

 

HISTÓRIA

Hoje, dia 24/09, estava vendo alguns vídeos sobre a Revolução Farroupilha e vi tantas atrocidades com os fatos históricos, aliado a uma postagem em um grupo do Facebook que demonstrei pra pessoa os erros e fui chamado de ‘’extrema direita’’, que resolvi não escrever, pelo menos não diretamente, sobre a história do Rio Grande.

Porque a história é mais importante nos seus estudos do que você pensa? Porque como disse Edmund Burke, ‘’Povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la’’. Pensem em quantos erros você deixaria de cometer se tivesse aprendido com alguma pessoa que já tivesse passado pela mesma situação antes! E a história é assim! Os historiadores mostram para as pessoas o que aconteceu no passado, para que elas não cometam o mesmo erro novamente, assim como os acertos, para não parecer uma coisa tão pessimista!

Quando Rio Grande surgiu, ou melhor dizendo, foi colonizada pelos portugueses, estavam vindo para um território desafiador. A primeira planta do forte Jesus, Maria, José teve que ser refeita, já que Cristóvão Pereira de Abreu a fez errada. Um aprendizado depois de um erro, que não se repetiu quando ele foi até o território onde hoje fica o Uruguai, e construiu outro forte, junto com o Silva Paes, chamado de São Miguel. Cristóvão aprendeu com um erro recente e cometido por ele, é simples de resolver, mas e hoje? Porque não olhamos para o final do século XIX e início do século XX e não enxergamos porque Rio Grande era mais rica do que Porto Alegre, por exemplo? Onde erramos? Porque passamos pela situação atual? Não adianta jogarmos pra cima dos políticos a culpa, porque, quem os coloca lá?

Rio Grande tem uma história rica, mas poucas pessoas conhecem. Nas escolas mal falam da nossa cidade. Como poderemos mudar o pensamento de uma criança, ainda em formação, se ela nem sabe o básico da nossa história? Precisamos começar pelo básico, e isso está intimamente ligado com a educação, uma reformulação total do ensino e uma revisão do conteúdo que chega as crianças e jovens. No Brasil temos mais aulas de história do mundo, do que do próprio Brasil! Nos EUA, o ensino principal é o da história deles, de como foi formada a nação americana, depois eles estudam o restante do mundo. Estão errados? Completamente, não! Precisamos estudar a história de outras nações, pois aprendemos com os erros deles também!

Eu comecei falando dos vídeos da Revolução Farroupilha, mas quantos sabem que a nossa revolução está intimamente ligada a Revolução Francesa? Pois é…a Revolução Francesa aconteceu em 1789, a nossa, 46 anos depois!!! Como eu posso afirmar isso? Os pilares da Revolução Francesa eram liberdade, igualdade e fraternidade, e o que está escrito no nosso Pavilhão? Liberdade, igualdade e humanidade, apenas uma palavra modificada, porque humanidade se refere aos negros escravizados, que a maioria dos Farrapos eram contra. Eles olharam para 46 anos antes deles, o próprio Gen. Netto, só nasceu 14 anos após a Revolução Francesa, e era o que mais absorveu os ideais dela.

E hoje? O que nós podemos aprender com a Revolução Farroupilha? O que vemos depois de 190 anos? O que estes homens que lutaram pela república, pela abolição e por uma nação independente do Brasil, nos deixaram de legado? Quem é o gaúcho de fato? Como nos afeta hoje a Revolução Farroupilha?

Hoje eu não estou aqui para dar respostas, só perguntas. Perguntas para que vocês reflitam sobre quem somos pessoalmente, socialmente e politicamente. Perguntas para que, olhando o passado, vocês vejam onde todos nós erramos e acertamos, para que possamos crescer e transformar Rio Grande na grande potência industrial que foi no início do século XX novamente.

Este texto é para o jovem, que possivelmente é o que menos lê a minha coluna, mas que você, pai ou mãe, ou ainda, avô ou avó, mostre para este jovem, que ele pode mudar Rio Grande, e não se mudar do Rio Grande. Conte nossa história, desde os valorosos soldados que vieram para cá enfrentar as areias hostis, até os dias de hoje.

Celebremos Rio Grande, celebremos o Rio Grande do Sul, e viva a República Riograndense!

 

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