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Esperança reacende: Rio Grande volta ao centro do debate sobre instalação de usina termelétrica a gás

A cidade de Rio Grande volta a respirar esperança com a retomada das tratativas sobre a instalação da aguardada termelétrica a gás natural, projeto que há mais de uma década simboliza uma virada de chave para o desenvolvimento do município e da região sul do Estado.

Nesta semana, a prefeita Darlene Pereira participou de uma reunião em Brasília com o diretor-geral da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, para discutir alternativas à antiga concessão da usina, anteriormente vinculada à empresa Bolognesi e que acabou sendo cassada por descumprimento contratual.

Durante o encontro, Feitosa destacou a importância estratégica do projeto e confirmou o interesse do grupo espanhol Cobra em assumir a iniciativa e investir diretamente na cidade. A proposta, que inclui a construção de uma usina com capacidade de 1GW (gigawatt), promete não só impulsionar a autonomia energética da indústria local, mas também gerar empregos, renda e novas oportunidades econômicas para o município.

Segundo o diretor da ANEEL, embora o Brasil tenha hoje um excedente de geração de energia, projetos como o de Rio Grande podem avançar com articulação técnica e política junto ao Ministério de Minas e Energia, órgão que define as prioridades nacionais no setor.

Além da prefeita, participaram da agenda os deputados federais Alexandre Lindenmeyer (PT), Daniel Trzeciak (PSDB) e Afonso Hamm (PP), além do deputado estadual Halley Lino (MDB) — sinalizando um esforço suprapartidário pela retomada do investimento, que pode marcar uma nova era para a economia rio-grandina.

🔧 Um projeto com impacto real

A instalação da usina termelétrica representa muito mais que um reforço na matriz energética do sul gaúcho: trata-se de infraestrutura essencial para atrair novas indústrias, garantir estabilidade energética ao polo naval e aos terminais logísticos do município e consolidar Rio Grande como um ponto estratégico no mapa energético do Brasil.

🌱 Um futuro possível — e necessário

Depois de anos de frustrações, promessas e silêncio, a cidade volta a ver movimento concreto e interesse empresarial em um projeto que pode transformar realidades. Para a prefeita Darlene Pereira, o momento é de “persistência, articulação e visão de futuro”.

“Acreditamos no potencial de Rio Grande e seguimos firmes buscando alternativas que gerem desenvolvimento e qualidade de vida para nossa população”, afirmou.

Agora, o próximo passo depende do apoio técnico e político no governo federal — mas a chama da esperança, desta vez, está acesa com mais força.

Prefeita Darlene Pereira participou de uma reunião em Brasília com o diretor-geral da ANEEL. (Foto Divulgação).

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