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E NAS TREVAS… Eles brigam, depois se entendem. E o povo que se …

Enquanto o país espera respostas para problemas reais — como infraestrutura, segurança e saúde —, Brasília segue sendo palco de mais um capítulo do eterno embate político, onde adversários trocam farpas pela manhã e, à noite, já negociam nos bastidores.

O mais novo episódio envolve a crise gerada após a decisão do STF de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, a oposição ocupou as mesas diretoras do Senado e da Câmara, exigindo anistia geral aos condenados pelos atos golpistas, impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado.

Enquanto isso, eles brigam, depois se amam… e o Brasil continua a ver o tempo passar. (Foto reprodução JA).

No discurso, tudo em nome da “pacificação do país”. Na prática, o que se vê é mais um confronto que paralisa as Casas Legislativas, interrompe votações e empurra para depois decisões que afetam diretamente a vida da população.

De um lado, discursos inflamados sobre democracia e justiça. Do outro, frases prontas sobre liberdade e perseguição política. Entre um embate e outro, acordos são costurados, promessas são feitas e as alianças improváveis surgem — afinal, em Brasília, os inimigos de hoje podem ser os parceiros de amanhã.

E o povo? Bem, o povo segue esperando. Esperando pela duplicação da BR-392, esperando por investimentos que saem do papel e esperando que, um dia, o foco saia das disputas de poder e vá para as necessidades reais de quem está lá fora, longe dos tapetes vermelhos e dos microfones.

Enquanto isso, eles brigam, depois se amam… e o Brasil continua a ver o tempo passar. (Redação).

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