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CPI do Crime Organizado convoca irmãos de Dias Toffoli e aprova quebra de sigilos

A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestarem depoimento à comissão. Além disso, os parlamentares autorizaram a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de empresas envolvidas nas investigações.

A comissão pretende ouvir José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli sobre possíveis relações com a Reag Investimentos, gestora de fundos ligada ao Banco Master.

Negócio envolvendo resort no Paraná

Em 2021, os irmãos venderam, por meio da empresa Maridt, parte das cotas que possuíam no resort Tayayá, localizado no Paraná, a um fundo controlado pela Reag. O negócio passou a ser alvo de questionamentos dentro da CPI, que busca esclarecer a natureza das transações e eventuais conexões financeiras.

Em fevereiro deste ano, o ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, mas negou qualquer irregularidade. Posteriormente, ele deixou a relatoria de processo relacionado ao Banco Master no STF.

Quebra de sigilos e próximos passos

Além da convocação dos irmãos do ministro, a CPI aprovou a quebra de sigilos do Banco Master, da Maridt e da Reag Investimentos, ampliando o alcance das apurações.

Até o momento, não há data definida para os depoimentos. A comissão segue com as diligências e poderá avançar em novos requerimentos conforme a análise dos documentos e informações obtidas.

Os desdobramentos do caso devem repercutir tanto no âmbito político quanto jurídico, especialmente por envolver familiares de um integrante da Suprema Corte.

Ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt.

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