
Como fomos ingênuos em acreditar que o larápio aceitaria o resultado das eleições! Logo ele, tão familiarizado com o mundo do crime… Como podemos nos enganar dessa maneira e acreditar que o processo eleitoral e democrático seria respeitado sem questionamentos diante de um histórico político que, há mais de 20 anos, desperta tantas controvérsias?
Como não enxergar as contradições de quem, na minha visão, compra o apoio dos mais humildes com migalhas, enquanto tantas pessoas enfrentam situações de sofrimento e injustiça? Como aceitar que pessoas sejam mantidas presas por tanto tempo, expostas à humilhação e ao sofrimento, sem que a sociedade questione os limites da justiça e do poder?
O povo, muitas vezes, não percebe até onde alguém pode chegar para conquistar ou permanecer no poder.
Certa vez, um ministro teria dito: “Eleição não se ganha, eleição se toma!” Uma frase que hoje ressoa na memória de quem desconfia dos rumos da política brasileira.
O dia 25 de outubro de 2026 ficará marcado, para muitos, por questionamentos que precisam ser respondidos. E as dúvidas não se limitam ao segundo turno: há quem também questione o resultado do primeiro. Se os números divulgados provocam tanta desconfiança, cabe às autoridades competentes apresentar explicações claras, transparentes e verificáveis. Em uma democracia, a confiança não se exige: conquista-se com transparência.
Afinal, como explicar os números que circulam nas discussões? De onde vêm os 12 milhões de votos mencionados, como se distribuem os outros 4 milhões e como se chega ao resultado final de 11 milhões para o outro candidato? Antes de tirar conclusões, é preciso conferir os dados oficiais. Mas também é legítimo exigir respostas quando as contas parecem não fechar.
Seja como for, a confiança nas instituições não pode depender da conveniência política de cada um. Se houve irregularidade, que seja investigada e comprovada. Se não houve, que os esclarecimentos sejam suficientes para dissipar as dúvidas.
Aqui, na minha cidade, onde a maioria das pessoas se declara de esquerda, houve festa e comemoração diante de uma vitória que muitos consideram milagrosa. Cada um comemora aquilo em que acredita, mas eu continuo tendo o direito de questionar, discordar e não me conformar.
Entretanto, entre tantas decepções, ainda temos algo a agradecer: Deus nos guarda e nos protege. Nada escapa ao Seu conhecimento, e nossa fé permanece acima das disputas humanas.
Agora, resta aguardar os próximos capítulos. Que as contas sejam apresentadas, que os gastos públicos sejam esclarecidos e que cada responsável responda por seus atos. O dinheiro público exige responsabilidade, e governar também significa prestar contas à população.
Há anos, vejo a direita defendendo que é preciso corrigir os problemas deixados por gestões anteriores. E sigo acreditando que o Brasil precisa de responsabilidade fiscal, justiça, liberdade e respeito aos cidadãos — independentemente de quem esteja no poder.
Dito isso, continuo firme nos meus princípios: DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA.
Essa culpa eu não carrego. Parabéns aos envolvidos.
Autor: PAC

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