Área offshore entre o RS e SC integra rodada permanente da ANP e é considerada promissora para a exploração de petróleo e gás
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebe até o próximo dia 12 de maio novas ofertas para blocos exploratórios na Bacia de Pelotas, localizada no litoral sul do Brasil, entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A área faz parte da Rodada Permanente de Concessão, modelo adotado pela ANP para estimular o investimento em regiões ainda pouco exploradas.

Composta por 49 blocos disponíveis, a Bacia de Pelotas tem atraído o interesse de empresas nacionais e estrangeiras devido ao seu potencial inexplorado e à proximidade com rotas logísticas estratégicas, como o Porto do Rio Grande. Embora ainda não conte com produção comercial, levantamentos sísmicos e estudos geológicos apontam a presença de estruturas favoráveis à acumulação de hidrocarbonetos.
Segundo o superintendente de definição de blocos da ANP, Carlos Mendes, a região representa uma “fronteira exploratória com grande potencial”. Ele destaca que o avanço tecnológico e os incentivos regulatórios podem acelerar a viabilidade dos projetos. “A exploração da Bacia de Pelotas é uma aposta de médio a longo prazo, com possível impacto econômico direto para a região Sul”, afirma.
O cronograma da ANP prevê a sessão pública de apresentação das ofertas para 30 de maio. Caso haja interessados, os contratos poderão ser assinados ainda em 2025, abrindo caminho para novas campanhas sísmicas e perfuração de poços nos anos seguintes.
Atualmente, companhias como Petrobras, Shell e Enauta já demonstraram interesse por bacias marginais e fronteiras tecnológicas, como a de Pelotas. Com a crescente demanda global por fontes de energia e a busca por novas reservas, a expectativa é de que a rodada possa marcar um novo capítulo para o setor de óleo e gás no sul do país.
Impactos locais
Se os investimentos se concretizarem, municípios da região como Rio Grande, São José do Norte e Santa Vitória do Palmar podem ser beneficiados com aumento na arrecadação de royalties, geração de empregos e maior movimentação nos setores portuário e logístico. (Aleka Leite)
