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Ação da Brigada Militar expõe ponto de tráfico estruturado no bairro Getúlio Vargas

Apreensão inclui drogas, sistema de vigilância e cadernos com contabilidade do tráfico; polícia investiga ligação com rede criminosa maior

Uma operação da Força Tática do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), realizada na tarde deste domingo (25), no bairro Getúlio Vargas, em Rio Grande, revelou indícios de uma estrutura organizada para o tráfico de drogas, instalada no interior de um estabelecimento comercial.

No local, os policiais localizaram quantidades fracionadas de cocaína e crack, além de equipamentos usados para embalar e comercializar entorpecentes. A presença de quatro câmeras de vigilância, balança de precisão, cadernos com anotações sobre vendas e diversos aparelhos eletrônicos aponta para um esquema estruturado, possivelmente ligado a uma rede criminosa maior, segundo apuração inicial.

Materiais apreendidos:

  • 103 porções de cocaína

  • 25 porções de crack

  • 4 câmeras de monitoramento

  • 3 celulares

  • 1 balança de precisão

  • 1 televisor

  • 1 caixa de som

  • 3 cadernos com registros de transações de entorpecentes

Fontes ligadas à investigação afirmam que o conteúdo dos cadernos pode revelar nomes de envolvidos, rotinas de distribuição e pontos de venda. A análise desse material será feita em conjunto com o setor de inteligência da BM e deve subsidiar novas ações de combate ao tráfico na região.

A suspeita é de que o local atuava como centro logístico e financeiro do tráfico no bairro, servindo tanto para armazenar drogas quanto para coordenar a comercialização. Os aparelhos eletrônicos, como os celulares apreendidos, podem conter registros de conversas, transferências bancárias ou ordens de abastecimento da rede criminosa.

A operação faz parte de uma estratégia intensificada de repressão ao tráfico em áreas urbanas de maior vulnerabilidade, com foco em desarticular a cadeia de comando dessas organizações. A polícia não informou se houve prisões no local, mas investigações seguem em andamento.

Segundo moradores da região, a movimentação no endereço era constante e, apesar de suspeitas anteriores, o funcionamento do ponto se mantinha sem grandes interrupções, o que levanta questionamentos sobre possível falha na fiscalização ou apoio logístico de terceiros.

A Brigada Militar segue monitorando a área e deve intensificar ações preventivas e repressivas nas próximas semanas. O caso também será acompanhado pelo setor de narcóticos da Polícia Civil, que pode ampliar o inquérito com base nas informações coletadas. (Redação/Assessoria).

A suspeita é de que o local atuava como centro logístico e financeiro do tráfico no bairro. (Foto Brigada Militar).

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