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1º WORKSHOP DE MEIO AMBIENTE EM RIO GRANDE DEBATE CRISE CLIMÁTICA E PREPARAÇÃO PARA NOVOS EVENTOS EXTREMOS

Rio Grande sediou, nesta quinta-feira (21), o 1º Workshop de Meio Ambiente, encontro que reuniu representantes de órgãos públicos, universidades, setor portuário, iniciativa privada e entidades ambientais para discutir os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de preparação diante de novos eventos extremos no Rio Grande do Sul.

Realizado na Câmara de Comércio, o evento foi promovido pela Wilson Sons em parceria com a Prefeitura do Rio Grande, Fepam, Ibama, Portos RS e Câmara do Comércio, reunindo especialistas, autoridades e técnicos para debater ações de prevenção, mitigação e adaptação climática.

Durante a abertura, o vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil, Renatinho Gomes, destacou a preocupação com a possibilidade de um novo ciclo intenso do fenômeno El Niño ainda neste ano, lembrando que Rio Grande é uma das cidades mais vulneráveis da região devido à proximidade com a Lagoa dos Patos.

Segundo ele, o momento exige planejamento, integração entre os setores e fortalecimento das estratégias preventivas diante dos riscos climáticos.

O diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, também ressaltou a importância do debate, principalmente pela relevância econômica e logística do Porto do Rio Grande para o Estado. Ele defendeu investimentos em infraestrutura, ações de mitigação e maior preparo da região para enfrentar futuros eventos climáticos.

Já o secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Antonio Soler, enfatizou que o enfrentamento da crise climática depende da união entre governos, sociedade civil, órgãos ambientais e iniciativa privada.

“Precisamos trabalhar em rede, de forma articulada e cooperativa, para enfrentar uma realidade que já faz parte do nosso cotidiano”, destacou.

O primeiro painel do workshop abordou o tema “Emergência Climática” e foi conduzido pela analista ambiental do Ibama, Marlova Intini. Durante a palestra, ela apresentou dados sobre emissão de gases e impactos ambientais, apontando o desmatamento como um dos principais responsáveis pelo agravamento da crise climática.

A especialista também relembrou eventos extremos registrados recentemente no país, como a seca no Amazonas, as queimadas no Pantanal e as enchentes no Rio Grande do Sul, alertando para a necessidade urgente de preparação diante dos cenários previstos para os próximos meses.

Representantes da Fepam também participaram do encontro, apresentando ações desenvolvidas após a tragédia climática de 2024 no Estado, incluindo planos emergenciais, gerenciamento de resíduos, protocolos ambientais e estudos voltados à recuperação resiliente das cidades atingidas.

Os palestrantes reforçaram que o desastre climático ocorrido no RS evidenciou a necessidade de investimentos em drenagem urbana, sistemas de alerta, infraestrutura preventiva e fortalecimento da Defesa Civil.

O workshop também abriu espaço para troca de experiências entre instituições e discussão de soluções voltadas à adaptação das cidades frente às mudanças climáticas, tema que vem ganhando cada vez mais relevância diante da frequência dos eventos extremos registrados no Estado.

O workshop também abriu espaço para troca de experiências entre instituições e discussão de soluções voltadas à adaptação das cidades frente às mudanças climáticas. (Foto assessoria PMRG).

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