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CARTA DO LEITOR EDUCAÇÃO GERAL MANCHETE PAÍS

Grenalizando

 

S.C. Internacional

por Mário Jorge

Vida de Colorado nunca foi fácil. E nos últimos tempos, piorou. Depois de um começo de ano promissor, quando interrompemos uma série de títulos gaúchos do arquirrival, e com um time elogiado em todo o país, a realidade é outra.

Hoje, o Inter parece um hospital, pois nada menos que 12 jogadores, muitos titulares, estão no departamento médico: Rochet; Bruno Gomes, Gabriel Mercado, Victor Gabriel e Bernabei; Fernando, Bruno Gomes, Vitinho e Rafael Borré; Carbonero e Ricardo Mathias. Este era o time dos lesionados, até a sexta-feira, contando ainda com Enner Valência no banco. Valência está com a seleção equatoriana mas não jogou.

Na próxima quinta-feira, o Inter vai a Belo Horizonte enfrentar o Galo mineiro. A partida inicia às 21h30 e Roger Machado não deverá contar com nenhum lesionado. A previsão fica apenas para o retorno do Brasileirão, após o Mundial de clubes, que inicia agora e termina em julho. Carbonero e Gabriel Mercado são os mais próximos de voltar aos gramados.

Enquanto isto, a direção intensifica a busca por reforços. Para esta pequena janela de julho, não há perspectiva de chegadas, a não ser que o clube confirme a contratação do lateral direito Alan Benitez, do Cerro Portenho, que está em fim de contrato. A imprensa paraguaia dá a negociação como certa. Um nome que voltou a ser especulado é o volante Elian Irala, do San Lorenzo. Se o negócio, em fevereiro, não evoluiu, parece que pode ser encaminhado na janela de julho. O Inter não confirma, mas há conversações ocorrendo. Outro especulado é o volante Caique, do Juventude. Esta contratação é considerada difícil, e há outros clubes interessados, inclusive o Grêmio.

Mas, como mencionei acima, nossa vida nunca é fácil. Se o clube procura reforços, há também interesses por nossos jogadores. O atacante Wesley está na mira do América do México, que teria acenado com 8 milhões de dólares, 4 para o Inter e 4 para o Palmeiras, dono dos outros 50%. Não surpreende se o Inter negociar o jogador. Ao mesmo tempo, o clube fica de olho no mercado europeu. O volante Johnny, hoje no Betis da Espanha, interessa ao Atlético de Madrid. Como o Colorado ainda detém 25% dos direitos do jogador, é a chance de uma boa chegada de dólares na Padre Cacique. Este negócio todos torcem para sair. Precisamos fazer caixa para fechar o ano sem prejuízos.

Então, que venha o Galo !!! É hora de pontuar.

Até a próxima !!!

 

Grêmio FBPA

Por Aleka Leite

Janela de esperanças ou ilusão tricolor?

A janela de transferências do meio de temporada se aproxima e com ela o drama gremista ganha mais um capítulo. Com o time flertando perigosamente com a zona de rebaixamento e a tabela do Brasileirão não sendo nada amistosa, o Grêmio precisa reforçar o elenco com urgência. O problema é conhecido: falta dinheiro, sobra desconfiança.

Desde que assumiu, Mano Menezes tenta dar um mínimo de organização defensiva à equipe, mas o elenco limitado torna a missão hercúlea. O Grêmio carece de um armador lúcido, de um atacante que resolva, de zagueiros que passem segurança. E principalmente de profundidade no banco. A cada rodada, fica evidente que o time está exposto e sem alternativas.

A diretoria tenta se mexer, mas o torcedor sabe que não adianta trazer qualquer um. Chega de apostas equivocadas ou medalhões sem ritmo. A ideia agora é buscar jogadores de impacto imediato, ainda que em condições difíceis de negociação. O mercado sul-americano e nomes sem espaço na Europa aparecem como possibilidades. Mas será o suficiente?

A grande verdade é que o Grêmio vive hoje uma das suas piores crises estruturais da última década. O retorno à Série A não foi acompanhado por uma renovação de elenco à altura. Mano tem experiência, é verdade, mas precisa de peças para reagir. Se a janela não for certeira, o fantasma da Série B volta a ganhar força — e com ele, o peso da omissão da alta cúpula gremista.

Mais do que reforços, essa janela precisa representar um reencontro com a seriedade na gestão esportiva. O torcedor exige mais do que promessas e discursos: quer atitude e planejamento. Se a direção não agir com precisão, 2026 poderá marcar mais um vexame para o tricolor. E desta vez, sem o consolo de ter sido só um erro de percurso.

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