A Vigilância em Saúde do Rio Grande confirmou mais um óbito por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), elevando para 44 o número de vidas perdidas no município desde o início do ano. Os dados foram divulgados no boletim epidemiológico referente à 34ª semana, encerrada no sábado (23).
O número impressiona e gera alarme em meio ao estado de emergência em Saúde Pública, decretado pela Prefeitura. Dos óbitos, 31 ocorreram em hospitais e 13 em UPAs, revelando o tamanho do desafio enfrentado pela rede municipal. A SRAG inclui casos de gripe que evoluem para complicações respiratórias, provocadas por diferentes vírus, como influenza, covid-19, rinovírus, entre outros.
Baixa vacinação agrava o cenário
Até o momento, apenas 34,8% da população de Rio Grande foi vacinada contra a gripe. Entre os idosos, o índice chega a 58,6%, enquanto nos grupos prioritários a cobertura é de 55,7%. Números considerados insuficientes diante do aumento de internações e mortes.
Segundo a Vigilância, a maioria dos óbitos ocorreu por SRAG não especificada (54,5%), seguida de casos de influenza (25%), rinovírus (11,4%), VSR (6,8%) e metapneumovírus (3,3%).
Rede em colapso
O município já havia decretado estado de emergência em Saúde, citando a superlotação nos serviços de urgência e emergência, filas de espera, falta de leitos hospitalares e inexistência de UTIs gerais, pediátricas e neonatais suficientes. A taxa de ocupação supera a capacidade instalada, colocando em risco a assistência à população.
O que precisa ser feito?
As 44 mortes registradas até agora escancaram a urgência de reforçar a estrutura hospitalar, ampliar a vacinação e garantir condições reais de atendimento. Sem medidas mais eficazes, a cidade corre o risco de ver os números crescerem ainda mais.
É hora de transformar os alertas em ações concretas: garantir acesso rápido à vacinação, ampliar leitos, reforçar equipes de saúde e oferecer suporte digno à população. Cada dia de demora pode custar novas vidas. (Redação)
