Entre o final de agosto e o começo de setembro, os meteorologistas estão acompanhando a possível formação de um anticiclone (um sistema de alta pressão) raríssimo e muito forte no Atlântico Sul. Segundo a MetSul Meteorologia, a pressão desse sistema pode chegar a 1045 hPa ou até 1050 hPa, números que quase nunca são vistos na região.
🔹 Para entender: normalmente, na nossa costa, os valores ficam entre 1015 e 1030 hPa. Em alguns casos, podem chegar a 1035 hPa. Passar dos 1045 hPa é considerado extraordinário.
O que isso significa na prática?
Esse tipo de sistema costuma trazer:
☀️ tempo firme – dias ensolarados, com poucas nuvens;
🌙 noites limpas – sem cobertura de nuvens;
🌡️ temperaturas mais altas que o normal em alguns pontos, mesmo sendo alta pressão (que geralmente derruba a temperatura à noite).
Mas há um alerta importante
Enquanto essa alta pressão se forma no oceano, também deve se organizar um ciclone extratropical na Argentina.
👉 O contraste entre os dois sistemas vai criar um forte gradiente de pressão, que pode provocar ventos intensos no Atlântico Sul.
Esses ventos devem atingir o litoral e o interior do Rio Grande do Sul, especialmente a Região Sul, além de áreas do Uruguai e do leste da Argentina.
Segundo a MetSul, não será nada comparado aos episódios extremos mais recentes, mas ainda assim os ventos podem trazer transtornos — principalmente para quem vive perto da costa ou em áreas abertas, onde as rajadas costumam ser mais fortes. Além disso, o ciclone pode trazer chuva em algumas regiões gaúchas.
Um fenômeno raro
Meteorologistas destacam que esse tipo de alta pressão só acontece algumas vezes em décadas no Atlântico Sul. Por isso, o acompanhamento é essencial.
⚠️ Fica o recado para a população do Sul do Estado: atenção redobrada no início da próxima semana. Quem vive no litoral deve cuidar embarcações e estruturas que possam ser atingidas por rajadas. No campo, produtores rurais também devem ficar atentos a possíveis impactos do vento no rebanho e nas lavouras.
