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TerraMares é indicada ao 1º Troféu Página Verde

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Coordenadora Coluna Página Verde, Engenheira Sylvia Lempek.

 

Empresa de biotecnologia nascida em Rio Grande transforma pesquisas com algas em soluções sustentáveis e constrói uma trajetória que conecta ciência, inovação, biodiversidade e empreendedorismo.

Uma empresa que nasceu dentro da universidade, a partir da união de três oceanólogos, e encontrou na biodiversidade um caminho para desenvolver novas tecnologias. É nesse contexto que a TerraMares chega ao 1º Troféu Página Verde, iniciativa do Agora News RG, com coordenação da engenheira Sylvia Lempek. Fundada pelos oceanólogos Victor Magalhães, Luiza Dy e Tainã Ança, a empresa surgiu em Rio Grande a partir da pesquisa científica e, ao longo dos anos, transformou conhecimento em soluções voltadas à sustentabilidade e à bioeconomia. Entre seus principais objetos de pesquisa estão as algas, incluindo microalgas e macroalgas, organismos que apresentam ampla diversidade e diferentes possibilidades de aplicação biotecnológica. A indicação representa uma trajetória construída coletivamente entre ciência, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável.

Uma empresa que nasceu da ciência

A história da TerraMares começou dentro da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Na época, Victor Magalhães e Tainã Ança eram estudantes de Oceanologia, enquanto Luiza Dy, também oceanóloga, realizava um de seus pós-doutorados em um dos laboratórios da instituição. Foi nesse ambiente que os três se aproximaram e começaram a desenvolver uma ideia ligada à economia azul. Inicialmente, o caminho imaginado era o de uma consultoria ambiental. Mas os experimentos realizados dentro da universidade começaram a revelar outras possibilidades. Um dos episódios que ajudou a mudar essa trajetória aconteceu quando resíduos provenientes dos cultivos de microalgas passaram a ser utilizados na irrigação de plantas. Os resultados observados chamaram a atenção do grupo e mostraram que aqueles organismos poderiam apresentar aplicações muito mais amplas. A partir dali, a pesquisa começou a se transformar também em inovação. Em 2019, a TerraMares foi formalizada, levando no próprio nome a conexão que passaria a orientar sua trajetória: unir a terra ao mar por meio da biotecnologia.

Do laboratório para o mercado

Ainda em 2019, a empresa conquistou o 1º lugar no Programa Centelha RS, da FAPERGS. O apoio foi fundamental para a aquisição dos primeiros equipamentos e para a estruturação do laboratório próprio. Nos anos seguintes, a TerraMares avançou por meio de diferentes programas de pesquisa, inovação e aceleração. Passou pelo Doutor Empreendedor, TechFuturo RS, StartupRS Agritech, InovAtiva Brasil e BNDES Garagem, entre outras iniciativas. Em 2022, foi campeã do BRDE Labs, promovido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. No mesmo período, ampliou sua atuação na bioeconomia por meio do Inova Amazônia e de uma missão internacional à Alemanha. A empresa também passou a estabelecer conexões internacionais, participando de iniciativas de cooperação entre Brasil e Alemanha e, em 2024, do Innovation Leaders Summit (ILS), no Japão, em iniciativa ligada à Embaixada do Brasil. Esse percurso acompanhou o crescimento da estrutura científica da TerraMares, que manteve a pesquisa como elemento central de sua atuação.

Das algas para novas tecnologias

As algas estão entre os principais objetos de pesquisa da TerraMares, abrangendo tanto organismos microscópicos, como as microalgas, quanto organismos macroscópicos, como as macroalgas. Essa diversidade biológica abre possibilidades para investigar diferentes compostos, processos e aplicações. É a partir desse conhecimento que a empresa busca transformar biodiversidade em tecnologias capazes de atender desafios de diferentes setores produtivos. Uma das principais frentes desenvolvidas ao longo dessa trajetória está na agricultura, com pesquisas relacionadas a bioinsumos e bioestimulantes. A proposta é utilizar processos biológicos para contribuir com sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis. A empresa também desenvolve projetos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com outras organizações, aproximando o conhecimento produzido no laboratório das demandas da indústria. Dessa forma, a biodiversidade deixa de ser apenas objeto de estudo e passa também a representar uma plataforma para inovação.

De Rio Grande para outros ecossistemas de inovação

O crescimento da empresa passou a ser acompanhado por reconhecimentos fora de sua cidade de origem. A TerraMares figurou diferentes vezes entre as Campeãs da Inovação do Sul do Brasil, levantamento do Grupo AMANHÃ, chegando ao Top 1 da Região Sul em 2023. Em 2025, outro reconhecimento ampliou sua projeção: a TerraMares ficou entre as 10 startups finalistas do South Summit Brazil e foi vencedora da categoria Industry 5.0. No mesmo ano, concluiu seu ciclo de incubação na INNOVATIO-FURG e passou à residência no Parque Científico e Tecnológico OCEANTEC, mantendo em Rio Grande a conexão com o ambiente acadêmico e de inovação que fez parte de sua origem. Em 2026, a trajetória segue com novas iniciativas, entre elas o Inova Pampa, do Sebrae, e o EmpreendedorasTech, promovido pelo Sebrae e pela ABDI e ainda o Mulheres Inovadoras pelo FINEP. Mais do que uma sequência de premiações, esses reconhecimentos acompanham diferentes momentos da construção da empresa: da validação de uma ideia surgida na universidade à consolidação de uma empresa de biotecnologia conectada a diferentes ecossistemas de inovação.

Três oceanólogos e uma construção coletiva

Por trás dessa trajetória estão os três sócios fundadores da TerraMares: Victor Magalhães, Luiza Dy e Tainã Ança. Com experiências que se complementam, os três construíram a empresa a partir de uma formação comum ligada às ciências do mar e passaram a dividir os desafios de transformar pesquisa científica em inovação e negócio. Ao longo desse percurso, diferentes integrantes da equipe também receberam reconhecimentos relacionados à pesquisa, inovação e empreendedorismo, enquanto a própria TerraMares ampliava sua presença em programas nacionais e internacionais. Essa construção coletiva ajuda a explicar por que, mesmo depois de deixar a condição de empresa incubada, a TerraMares permaneceu próxima da universidade, de pesquisadores e dos ambientes de inovação.

Uma empresa que permanece ligada a Rio Grande

Apesar da expansão das conexões nacionais e internacionais, Rio Grande continua fazendo parte da identidade da TerraMares. Foi na cidade que a empresa nasceu, desenvolveu seus primeiros experimentos, estruturou seu laboratório e começou a transformar conhecimento científico em tecnologia. Essa trajetória também acompanha o fortalecimento do ecossistema de inovação da região e mostra como uma cidade historicamente conectada ao oceano pode gerar empresas ligadas à biotecnologia e à economia azul. De um lado está o conhecimento construído nas ciências do mar. Do outro, desafios relacionados à produção, à sustentabilidade e ao desenvolvimento de novas matérias-primas e tecnologias. No encontro desses dois mundos está a biotecnologia.  A partir desta biotecnologia nasceu a filial em Manaus em 2022, com a possibilidade de prospecção do Sul do Norte do País.

Da biodiversidade para à inovação

O que começou com pesquisas envolvendo organismos aquáticos transformou-se, ao longo dos anos, em uma empresa que busca utilizar a biodiversidade como plataforma para o desenvolvimento de novas tecnologias. Nesse percurso, microalgas e macroalgas tornaram-se importantes objetos de pesquisa, conectando a formação dos fundadores em Oceanologia às diferentes frentes de inovação desenvolvidas pela empresa. A indicação da TerraMares ao 1º Troféu Página Verde representa mais um capítulo dessa história. O prêmio, realizado pelo Agora News RG e coordenado pela engenheira Sylvia Lempek, busca dar visibilidade a pessoas e iniciativas que contribuem para uma relação mais consciente entre sociedade, desenvolvimento e meio ambiente. No caso da TerraMares, essa relação começou dentro de um laboratório em Rio Grande e continua sendo construída por uma equipe que encontrou na ciência e na biodiversidade caminhos para transformar pesquisa em inovação. Uma história que nasceu da união de três oceanólogos e que continua carregando, no próprio nome, a essência de sua origem: unir a terra ao mar.

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