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Ciclone ENERGIA GERAL LUZ MANCHETE temporal

Moradores enfrentam dias sem energia e protestam contra demora no atendimento em Rio Grande

Famílias relatam prejuízos, alimentos perdidos e dificuldades para quem depende de equipamentos e medicamentos refrigerados

A indignação tomou conta de diferentes pontos de Rio Grande diante de uma situação que, para muitos moradores, já passou dos limites do aceitável: dias de espera pelo retorno da energia elétrica após o temporal que atingiu o município.

Entre quarta (23) e quinta-feira (24), comunidades de diferentes bairros foram às ruas para cobrar uma resposta e, principalmente, o restabelecimento do serviço.

No bairro Santa Tereza, moradores realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira depois de permanecerem desde segunda-feira (21) sem energia elétrica. A demora vem causando uma série de transtornos às famílias, que precisam enfrentar o calor, a falta de iluminação e a impossibilidade de conservar adequadamente alimentos e outros produtos.

A situação se torna ainda mais preocupante para famílias com crianças, idosos e pessoas que dependem de equipamentos elétricos ou de medicamentos que precisam ser mantidos refrigerados, como a insulina.

“Até quando vamos esperar?”

A revolta dos moradores não é apenas pela falta de luz, mas também pela sensação de abandono diante da demora na solução do problema.

Durante a manifestação no Santa Tereza, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local para dialogar com os moradores e buscar uma alternativa para a liberação do trânsito.

No Senandes, a situação também provocou protesto. Na noite de quarta-feira (23), moradores bloquearam a ERS-734 depois que alguns pontos da comunidade ultrapassaram 60 horas sem energia elétrica.

Além da demora no restabelecimento, moradores reclamam da falta de informações e de assistência diante dos prejuízos provocados pelo temporal.

Mais de 8 mil unidades ainda sem energia

Conforme levantamento informado para o município, 8.059 unidades consumidoras ainda estavam sem energia, enquanto 19 equipes trabalhavam para normalizar o fornecimento.

É evidente que um temporal de grandes proporções pode provocar danos e exigir uma operação complexa para reconstrução da rede. Mas, para quem está há dois ou três dias no escuro, a justificativa técnica não resolve o problema dentro de casa.

São alimentos que estragam, medicamentos que precisam de refrigeração, crianças e idosos enfrentando dificuldades e trabalhadores que também precisam da energia para manter suas atividades.

A pergunta que fica para as comunidades é simples:

Quem está sem energia há dias precisa esperar até quando por uma solução?

Os protestos mostram que a paciência dos moradores está chegando ao limite. A população atingida cobra informação, atendimento e, principalmente, respeito diante de uma situação que já está provocando prejuízos e afetando diretamente a rotina de centenas de famílias.

O Agora News RG acompanha a situação e os desdobramentos dos protestos.

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