
Setembro deveria ser um mês para lembrar quem somos, de onde viemos e, principalmente, para onde queremos ir.
Primeiro, celebramos a Pátria, o 7 de Setembro. Poucos dias depois, em 20 de Setembro, chega a nossa Data Magna, a data que representa a história e a identidade do povo gaúcho.
Mas talvez este seja justamente o momento de parar e refletir.
Que país estamos construindo? Que exemplo estamos deixando para as próximas gerações?
Vivemos uma crise que vai muito além da economia. É uma crise de credibilidade, de representatividade e, muitas vezes, de vergonha diante de tantos escândalos envolvendo aqueles que deveriam dar exemplo.
De um lado, um governo cercado por denúncias e questionamentos. De outro, grupos políticos que se apresentam como alternativa, mas carregam também suas próprias contradições. E, no meio disso tudo, um Judiciário que frequentemente desperta dúvidas, críticas e a sensação de que as regras nem sempre valem da mesma forma para todos.
Se ficar, o bicho pega. Se correr, o bicho come.
Então, o que fazer?
Talvez a resposta esteja justamente onde sempre deveria estar: nas mãos do cidadão.
A urna não é apenas um lugar para apertar botões. É o instrumento que temos para dizer SIM a quem merece confiança e NÃO àqueles que transformaram a política em projeto pessoal.
Neste Setembro de Pátria e de tradição gaúcha, talvez a maior demonstração de patriotismo seja não desistir do Brasil e não desistir da nossa capacidade de mudar. Que cada eleitor pesquise, questione, compare e, principalmente, não venda seu voto por promessa, favor ou benefício momentâneo.
Está chegando a hora de dar um BASTA gigante.
E, para quem insiste em tratar o dinheiro público como propriedade particular, talvez seja necessário também lembrar de outro símbolo que não deveria faltar: um par de algemas.
PS.: Para alguns casos, talvez seja melhor preparar vários pares.
Assinado? SÍlvio de Lima
