
Por Ariane Morales
Todos sabem que as vilãs de novela são icônicas. Muitas vezes, são as personagens mais imitadas, protagonizando memes inesquecíveis com suas falas e trejeitos. Perto de uma boa vilã, até a mocinha acaba passando despercebida.
Mas, na vida real, seremos nós as mocinhas da nossa própria trama ou as vilãs na história de alguém? E onde entra o mocinho? Ah… ele é o “alecrim dourado” dos tempos modernos, aquele por quem duas mulheres duelam durante a novela inteira.
Na ficção, a vilã segue com suas tramoias e armações, prejudicando a mocinha com suas artimanhas, enquanto a “sofrênilda” chora capítulo após capítulo, separada do grande amor.
Já no mundo real, cá estamos nós: boazinhas… mas nem tanto. Damos as nossas voadoras quando é preciso, oramos por uma folga e terminamos o dia exaustas de matar um leão por dia. E, convenhamos, não sobra tempo para mocinho problemático que, diferente dos da televisão, nem é tão bonito assim… kkkkk.
A vilã da vida real até tenta uma intriga aqui, manda um WhatsApp ali, mas também está na correria atrás daquela promoção no trabalho, ouvindo as amigas reclamarem que ela sumiu e nunca mais apareceu para tomar uma cerveja. Afinal de contas, a vida está passando rápido demais, e nenhum alecrim dourado merece esse tempo perdido.
No fim das contas, somos todas vilãs em alguma história mal contada e mocinhas quando alguém nos enxerga apenas com os olhos do coração. Somos a mistura exata das duas, temperadas pela nossa própria verdade.
Se pensarmos bem, a atual do teu ex, a ex do teu atual, a tua melhor amiga, a chata do rolê e tu poderiam, perfeitamente, dividir a mesma mesa de bar. Poderiam brindar com uma cerveja gelada à própria complexidade, ao fato de termos sido anjos e demônios na vida de alguém e à certeza de que, apesar de tudo, continuaremos sendo as únicas protagonistas da nossa própria história.
