O avanço do mosquito Aedes aegypti em Rio Grande acendeu um sinal vermelho. O município chegou à marca de 661 focos identificados em 2026, o maior número registrado nos últimos anos e um crescimento superior a 42% em relação a todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 465 focos.
Os dados constam no mais recente Boletim de Monitoramento das Arboviroses, divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), e revelam um cenário que exige atenção imediata da população.
O Centro segue liderando o ranking de infestação, com 122 focos, seguido pelos bairros Cidade Nova (71), Distrito Industrial (69) e Quinta (62). Também apresentam números preocupantes São João/Recreio (35), Vila Maria (34), Junção (25), São Miguel (21) e Povo Novo (20).
O levantamento mostra que o mosquito já está espalhado por praticamente todas as regiões urbanas e rurais do município. Nos últimos 15 dias, novos focos foram encontrados em bairros como Bolaxa, Quinta, São Miguel, São João, Parque Marinha, Castelo Branco, Cidade Nova, FURG Carreiros e Senandes.
Embora Rio Grande registre apenas dois casos autóctones confirmados de dengue neste ano, especialistas alertam que o grande número de criadouros aumenta significativamente o risco de transmissão da doença, além de outras arboviroses como chikungunya e zika.
Os números demonstram uma escalada preocupante. Em 2021 foram registrados 73 focos. Em 2022, 85. Em 2023, houve redução para 55. Já em 2024, o total subiu para 105. O salto ocorreu em 2025, com 465 focos, e agora atinge um novo recorde em 2026, chegando a 661 registros.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a principal arma contra o mosquito continua sendo a eliminação dos criadouros. Recipientes com água parada, pneus, garrafas, vasos de plantas e calhas desobstruídas devem receber atenção constante da população.
A mensagem é clara: o mosquito está vencendo a batalha dos números, e somente a participação da comunidade poderá evitar que os focos se transformem em novos casos da doença.

