Uma mulher de 56 anos morreu na madrugada desta terça-feira (9) após passar cerca de dois dias aguardando transferência para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Rio Grande. Ela estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cassino e foi transferida para o Hospital Universitário na noite de segunda-feira (8), após determinação judicial.
Segundo informações obtidas pela reportagem, a paciente procurou atendimento médico apresentando sintomas respiratórios e teve o quadro agravado durante a internação. Diante da evolução clínica, houve necessidade de suporte intensivo, incluindo intubação, enquanto aguardava disponibilidade de vaga em uma UTI da região.
Familiares buscaram auxílio jurídico para tentar acelerar a transferência. Um pedido de urgência foi protocolado junto ao Poder Judiciário, destacando a gravidade do estado de saúde da paciente e a necessidade imediata de atendimento em unidade especializada.
Após nova análise do caso, foi autorizada a transferência para o Hospital Universitário, onde a paciente deu entrada ainda na noite de segunda-feira. No entanto, apesar dos esforços das equipes médicas, ela não resistiu e faleceu poucas horas depois.
O caso reacende o debate sobre a disponibilidade de leitos de terapia intensiva e os desafios enfrentados pelos serviços de saúde em momentos de alta demanda, especialmente em situações que exigem atendimento especializado e transferência rápida de pacientes em estado grave.
A morte gerou forte comoção entre familiares, amigos e moradores da comunidade do Cassino, além de repercussão nas redes sociais, onde diversas manifestações cobraram melhorias na estrutura de atendimento e ampliação da oferta de leitos hospitalares.
O velório ocorre nesta terça-feira em Rio Grande, seguido dos atos fúnebres definidos pela família.

