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RIO GRANDE RECEBE APRESENTAÇÃO DE PROJETO INÉDITO DE ENERGIA EÓLICA OFFSHORE E SE CONSOLIDA COMO REFERÊNCIA NO SETOR

O município de Rio Grande sediou, nesta quinta-feira (7), um importante encontro voltado ao futuro da energia renovável no Brasil. Realizado no Salão Nobre Deputado Carlos Santos, na Prefeitura Municipal, o evento apresentou a atual etapa do projeto Aura Sul Wind, empreendimento liderado pela empresa japonesa JB Energy, que prevê a instalação da primeira plataforma flutuante de energia eólica offshore em concreto do país.

A iniciativa reúne aproximadamente 35 parceiros, entre universidades, governos federal, estadual e municipal, setor portuário, indústria naval, sindicatos, centros de pesquisa, Marinha do Brasil e instituições nacionais e internacionais. O encontro contou com ampla participação de representantes acadêmicos, autoridades públicas e lideranças do setor produtivo, reforçando o caráter estratégico e colaborativo do projeto.

A proposta coloca a Região Sul do Estado no centro da futura cadeia produtiva da energia eólica offshore no Brasil. Durante a apresentação, o CEO da JB Energy, Rodolfo Gonçalves, sintetizou a importância da região ao afirmar que “o Rio Grande do Sul vai ser o berço do offshore wind no Brasil”.

Segundo ele, o projeto representa mais do que um empreendimento energético: marca o início da construção de uma nova indústria nacional, com potencial de geração de milhares de empregos e forte impacto econômico regional.

“Estamos iniciando a criação de uma nova indústria offshore wind envolvendo a academia, os governos e a própria indústria local”, destacou Gonçalves, apontando que o sucesso do projeto depende da integração entre conhecimento científico, apoio institucional e capacidade produtiva regional.

Entre os diferenciais apontados para a escolha da região estão a infraestrutura portuária consolidada em Rio Grande, Pelotas e São José do Norte, além da experiência acumulada na indústria naval e de óleo e gás, presença de estaleiros, cadeia produtiva do concreto e forte base acadêmica.

A plataforma flutuante prevista para o projeto terá estrutura em concreto equivalente à altura de um prédio de 11 andares e utilizará cerca de 11 mil metros cúbicos de cimento. A turbina terá capacidade de 18,5 megawatts, tornando o empreendimento um dos mais inovadores do setor em escala mundial.

Outro ponto destacado foi o impacto econômico esperado. A estimativa inicial é de geração de pelo menos 5 mil empregos diretos e indiretos ao longo da implantação do projeto piloto e das futuras fases comerciais.

Para o CEO da JB Energy, a iniciativa também poderá representar a revitalização de estruturas industriais já existentes na região após o ciclo do Polo Naval.

“Essa infraestrutura já existe aqui. O que estamos fazendo é revitalizar tudo isso com um novo tipo de empreendimento”, afirmou.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Antônio Carlos Soler, representando a prefeita Darlene Pereira, ressaltou a importância do diálogo entre empresa, poder público, comunidade científica e sociedade civil.

Segundo ele, a construção do projeto ocorre baseada na técnica, na legalidade ambiental e na participação coletiva, buscando garantir sustentabilidade e justiça social.

As medições meteorológicas e oceanográficas devem iniciar em outubro deste ano, com monitoramento em tempo real de ventos, ondas e correntezas. Os dados serão integrados ao sistema SIMCosta, desenvolvido pela FURG.

Representando o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ricardo Voivodic destacou que o Brasil vive uma oportunidade histórica de planejar previamente os impactos socioambientais da nova matriz energética, evitando conflitos futuros e garantindo maior segurança jurídica e ambiental aos empreendimentos.

Já o subsecretário estadual de Infraestrutura, Cristian Duarte, ressaltou o potencial de geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico para toda a Metade Sul gaúcha.

O evento também contou com participação online do representante do Consulado do Japão em Porto Alegre, Naoki Sasahara, além de palestras técnicas envolvendo especialistas da FURG, Portos RS, JB Energy, Arvut, FUGRO e demais parceiros envolvidos no projeto.

Entre as instituições participantes estão FURG, UFRGS, UFSM, UNISINOS, USP, UFSC, UFRJ, Portos RS, Marinha do Brasil, estaleiros e parceiros japoneses.

O encontro consolidou Rio Grande como um dos principais polos estratégicos para o avanço da energia eólica offshore no Brasil e reforçou o potencial da região para liderar uma nova etapa de desenvolvimento industrial sustentável no país.

Foto: Assessoria PMRG.

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