Um importante movimento de valorização cultural está ganhando força no sul do Estado. O projeto vem resgatando, registrando e preservando saberes ancestrais dos povos de terreiro, reafirmando a riqueza de uma tradição que resiste ao tempo e segue viva nas comunidades.
A iniciativa desenvolve uma série de atividades que vão muito além do registro documental. Estão sendo realizadas visitas aos terreiros, rodas de conversa, entrevistas e registros fotográficos, reunindo histórias, práticas religiosas, musicalidade e o uso tradicional de plantas e ervas — elementos fundamentais dessa herança cultural.

Todo esse material dará origem a um fotolivro, que será lançado ao final do projeto e distribuído gratuitamente, ampliando o acesso ao conhecimento e garantindo que essas memórias sejam preservadas e compartilhadas com a sociedade.
Ao todo, 12 terreiros participam da iniciativa:
📍 10 em Rio Grande
📍 1 em São José do Norte
📍 1 em Pelotas
O projeto é realizado pelo CEU Santa Sara Kali, em parceria com o Ponto de Memória e Ponto de Cultura Filhos de Aruanda, que já possui trajetória consolidada em ações voltadas às populações tradicionais, como a produção do livro “Coletâneas”.
Com financiamento do PNAB – Ciclo 1, por meio de edital da SEDAC RS, a iniciativa reforça o compromisso com a valorização das culturas tradicionais e o fortalecimento da identidade dos povos de terreiro.
Mais do que um registro, o projeto se afirma como um ato de resistência, reconhecimento e celebração da cultura viva — um legado que atravessa gerações e segue inspirando respeito, diversidade e pertencimento. 🌿


