A Praça Saraiva foi palco de um grande momento de inclusão, empatia e celebração neste sábado (18), ao receber cerca de 200 pessoas inscritas na Corrida Azul. O evento, voltado especialmente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas aberto à comunidade em geral, reuniu participantes de todas as idades em um ambiente seguro, acolhedor e pensado para garantir conforto e tranquilidade.
Com percursos adaptados, que variaram de 20 metros a 1.200 metros, a atividade permitiu a participação de crianças, adolescentes, adultos e idosos, com idades entre 2 e mais de 70 anos. Independentemente da distância percorrida, todos os participantes foram premiados com medalhas e cruzaram a linha de chegada sob aplausos, reforçando o verdadeiro espírito do evento: inclusão e valorização de cada conquista.
A organização contou com o apoio de mais de 30 voluntários, responsáveis por orientar e acompanhar os participantes durante toda a atividade. A Corrida Azul foi idealizada pela fisioterapeuta Monique Obelar, criadora do projeto Run Tea, que desenvolve treinamentos de corrida voltados a pessoas com autismo no município.

Segundo Monique, a proposta foi criar um ambiente totalmente adaptado às necessidades do público, desde a entrega dos kits até a definição dos trajetos, com estímulos controlados e distâncias acessíveis. A participação das famílias e o engajamento coletivo foram destacados como pontos altos da iniciativa.
Representando o Executivo Municipal, estiveram presentes o secretário de Esporte e Lazer, Mano Estabel, e o coordenador de Políticas para Pessoas com Deficiência, Rafael Carneiro, que ressaltaram a importância de ações inclusivas e do apoio a iniciativas que ampliem o acesso ao esporte e à convivência social.
Parceira na realização, a Associação dos Corredores de Rua do Rio Grande (ACORRG) também marcou presença. O presidente Roger Lopes destacou o papel do evento na promoção do esporte e na integração entre atletas, famílias e comunidade.
A Corrida Azul contou ainda com forte participação de famílias, que compartilharam relatos emocionantes sobre a importância da inclusão. A enfermeira Patrícia Martinez Echevengua, mãe de uma criança com autismo, ressaltou o papel do esporte no desenvolvimento sensorial e social. Já a economista Gabriela Alves destacou a emoção de participar de uma atividade inclusiva, enquanto Thyeli Bonato reforçou a importância de ampliar o acesso ao esporte para todos.
Mais do que uma corrida, o evento se consolidou como um verdadeiro símbolo de respeito às diferenças, mostrando que cada passo dado representa uma sociedade mais acolhedora e inclusiva.
