Durante ações de manutenção realizadas nesta quarta-feira (15), equipes da Secretaria de Município de Infraestrutura (SMI) se depararam com uma situação, no mínimo, curiosa — e difícil de acreditar. Dentro de caixas de captação de águas pluviais no bairro Lagoa, foi encontrado esterco de cavalo.
Sim, isso mesmo. Em vez de água da chuva seguindo seu curso natural, o que se viu foi material completamente inadequado obstruindo o sistema, impedindo o escoamento e contribuindo diretamente para alagamentos em vias e até residências da região.
A cena, que poderia facilmente ser confundida com exagero, revela um problema sério: o uso indevido de estruturas públicas. Afinal, caixas pluviais não foram projetadas — e nem deveriam ser utilizadas — como destino para qualquer tipo de resíduo, muito menos esse tipo específico.
De acordo com o secretário da SMI, Luiz Francisco Spotorno, o descarte irregular compromete não apenas a drenagem urbana, mas também o bem-estar da população. O acúmulo de água causado por obstruções pode gerar transtornos evitáveis, como inundações e dificuldades de circulação.
O episódio reforça um ponto básico, mas aparentemente ainda necessário: cada material deve ter o destino correto. E, por mais óbvio que pareça, bueiros não são — e nunca foram — o lugar para isso.
Enquanto equipes trabalham para resolver o problema, fica o questionamento: até quando situações assim vão continuar acontecendo?


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