Não é só vandalismo. É desrespeito. É atraso. É a velha cultura de destruir o que é de todos.
Na noite desta terça-feira (17), a Praça Tamandaré — um dos principais cartões-postais de Rio Grande — voltou a ser alvo da ação de baderneiros que parecem ter prazer em atacar o patrimônio público. A decoração especial do Março Lilás foi parcialmente destruída: fios arrancados, lâmpadas de LED furtadas e estruturas completamente danificadas.
Na manhã desta quarta-feira (18), equipes da Secretaria de Se
rviços Urbanos foram até o local e encontraram o rastro do descaso. Só no túnel iluminado, cerca de 200 metros de fios foram levados, além de cinco refletores danificados. Como se não bastasse, três arcos da estrutura de sustentação foram quebrados.
E não parou por aí. Em outras áreas da praça, como o espaço das ilhas, artesanato e paradas de ônibus, mais fios do sistema de iluminação também foram furtados.
O prejuízo financeiro, estimado em cerca de R$ 2 mil, é apenas parte do problema. O maior dano é moral: é a sensação de impotência de quem cuida, investe e acredita na cidade — e vê tudo ser destruído por uma minoria irresponsável.
A Prefeitura já trabalha para recuperar os estragos e devolver a iluminação ao espaço, garantindo mais segurança e devolvendo à população um ambiente que vinha sendo retomado com esforço.
Nos últimos meses, a Praça Tamandaré voltou a pulsar com vida: recebeu eventos como Natal nas Praças, Mostra Musical e Cultural Afro-brasileira, Carnaval e diversas ações que aproximam a comunidade do espaço público. A resposta da população tem sido positiva — mas episódios como este escancaram um problema antigo: até quando vamos tolerar esse tipo de comportamento?
Cuidar da cidade é dever de todos. Destruir também tem consequência — e precisa ter resposta.
