O balneário Cassino ganhou neste sábado (28) um novo símbolo que une turismo, educação ambiental e preservação da vida marinha. Foi instalada na Rua do Riacho uma escultura do boto-de-Lahille, espécie rara de golfinho que habita o litoral sul do Brasil e tem em Rio Grande uma de suas principais áreas de ocorrência.
A obra foi criada pelo artista pelotense Clair Colvara e integra um projeto que busca valorizar a biodiversidade marinha local e, ao mesmo tempo, fortalecer o potencial turístico do balneário Balneário Cassino. A instalação contou com a presença da prefeita Darlene Pereira e de autoridades municipais.
Espécie rara que vive na costa rio-grandina
O boto-de-Lahille é considerado um dos cetáceos mais raros do mundo. Estudos indicam que existem cerca de 600 indivíduos no planeta, sendo que aproximadamente 25% a 30% dessa população vive na região de Rio Grande, especialmente nas áreas costeiras próximas ao Cassino e aos molhes da barra.
O pesquisador Pedro Fruet, referência internacional nos estudos sobre a espécie, ressalta que essa concentração torna o município um ponto estratégico para a conservação do animal.
Segundo ele, a instalação da escultura ajuda a chamar a atenção da comunidade e dos visitantes para a importância de preservar o ambiente marinho.
Monumento que também vira ponto turístico
Além de representar um marco ambiental, o monumento também se consolida como novo atrativo turístico do Cassino. Instalado em um ponto de circulação de moradores e visitantes, o local busca despertar curiosidade e ampliar o conhecimento sobre a espécie.
A estrutura conta ainda com um QR Code, que direciona o público para conteúdos educativos com informações científicas, pesquisas e orientações sobre a preservação do boto-de-Lahille e dos ecossistemas marinhos.
Projeto prevê novas esculturas
Esta é a segunda escultura instalada no município. A primeira foi inaugurada em 2024 na Avenida Beira-Mar do Cassino. A iniciativa prevê ainda novas instalações, incluindo uma réplica que deverá ser colocada nos Molhes da Barra, um dos cartões-postais do litoral gaúcho.
O projeto foi idealizado pela ONG Kaosa em parceria com o Museu Oceanográfico do Rio Grande, e prevê ao todo cinco esculturas espalhadas por espaços públicos da cidade.
Além dos monumentos, a proposta inclui exposições itinerantes, produção de materiais educativos e registros da relação histórica entre pescadores artesanais e os botos, reforçando a ligação entre ciência, cultura local e conservação ambiental.
Natureza, ciência e turismo caminhando juntos
Com iniciativas como essa, Rio Grande fortalece sua imagem como destino de turismo ambiental e científico, valorizando um patrimônio natural que é reconhecido internacionalmente.
Mais do que um monumento, a escultura representa um convite para que moradores e visitantes conheçam, respeitem e ajudem a proteger uma das espécies mais emblemáticas da costa brasileira.

