Mais uma vez, o balneário Cassino enfrenta um início de verão marcado por um cenário triste e repetitivo: águas escuras, lama no mar e longos trechos da praia inutilizados para o banho. Moradores, veranistas e comerciantes vêm relatando a insatisfação com as condições da orla, que afugentam turistas e levantam preocupações sobre saúde e impacto ambiental.
A suspeita mais recorrente entre a comunidade é de que a lama tenha relação direta com as dragagens realizadas no Porto do Rio Grande. A movimentação de sedimentos do fundo do canal de acesso pode estar sendo direcionada para áreas próximas à costa, alterando a dinâmica natural das correntes e provocando o acúmulo do material na faixa de mar mais rasa.
Além da água escura e da textura barrenta, os dias de calor não têm sido suficientes para atrair o público em massa. Os famosos “corredores de banhistas” desapareceram em alguns trechos, substituídos por faixas de mar vazio e um sentimento coletivo de decepção.
É preciso resposta urgente das autoridades ambientais e portuárias. O Cassino não pode ser empurrado para o esquecimento enquanto se priorizam obras que não consideram os impactos na vida da população litorânea. O que está acontecendo com o mar do Cassino? Por que a lama permanece? Quem vai se responsabilizar por mais um verão doente?
A comunidade cobra estudos técnicos, transparência e, principalmente, ações corretivas. O maior balneário em extensão do mundo merece respeito, cuidado e um mar limpo novamente.
Cassineiro triste
