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HU-Furg celebra 35 anos do Serviço de Infectologia com homenagem a fundadores e profissionais

O Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (HU-Furg), da Universidade Federal do Rio Grande, comemorou na tarde de quarta-feira (12) os 35 anos do Serviço de Atendimento Especializado em Infectologia (SAE Infectologia). A cerimônia, realizada no Anfiteatro Prof. Vicente Mariano Pias, reuniu gestores, profissionais, pesquisadores, representantes municipais e estaduais, além de integrantes da comunidade acadêmica. O HU é vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Três décadas e meia de referência regional

Ao celebrar a data, a superintendente do HU-Furg, Sandra Crippa Brandão, destacou que o SAE é um dos serviços mais emblemáticos do hospital, reconhecido pela abrangência e pelo impacto social. Hoje, atende pacientes de 21 municípios da região — número que pode chegar a 24 conforme a demanda.

Para Sandra, os desafios permanecem desde os primeiros anos, mas o compromisso com a inovação e com o fortalecimento da rede de cuidado segue guiando o serviço.
“O importante é manter o espírito de união e celebrar cada conquista. Os desafios continuam, mas também continuam os bons exemplos e a dedicação das equipes”, afirmou.

Espaço de cuidado, ciência e formação

Representando a Reitoria da Furg, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Daiane Dias, ressaltou o papel do SAE como um espaço que integra assistência, ensino, pesquisa e extensão.
“O SAE se reinventou acompanhando avanços científicos e transformações sociais. É um laboratório vivo da missão universitária, onde o conhecimento é convertido em cuidado que transforma vidas”, observou.

Daiane lembrou que o serviço se tornou um pilar da pesquisa translacional da universidade, destacando valores como empatia, escuta e compromisso social — fundamentos que sustentam tanto a formação em saúde quanto a própria essência do SUS.

Raízes profundas de acolhimento e combate ao estigma

A chefe da Unidade de Doenças Infectoparasitárias e coordenadora do SAE, Rossana Basso, revisitou a origem do serviço, criado no final dos anos 1980, período marcado pelo medo e pelo preconceito relacionados ao HIV/Aids.

Fotos Divulgação HU/Furg.

 

Ela homenageou os pioneiros — os professores Jussara Silveira, Maria Gabriela Mendonça Sassi e Cláudio Moss — que, ao lado das enfermeiras Maiba Nader e Elaine Pinheiro, iniciaram o cuidado a pacientes estigmatizados e com poucos recursos terapêuticos.
“A semente plantada naquele tempo gerou mais do que um serviço: criou um espaço de direitos, ciência e humanidade”, destacou Rossana.

Autoridades presentes

A mesa de abertura contou ainda com:

  • Juliana Costa Santorum, secretária municipal da Saúde;

  • Claudio Moss, diretor da Faculdade de Medicina da Furg;

  • Michele Rodrigues Matos, representando a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde;

  • Maria da Penha Silveira, coordenadora do Programa Municipal de ISTs, HIV e Hepatites Virais;

  • Fábio de Aguiar Lopes, gerente de Atenção à Saúde do HU-Furg.

Homenagens e memória

A programação incluiu vídeos com depoimentos de profissionais e usuários, além de registros históricos do serviço e de campanhas de enfrentamento ao HIV/Aids. Os fundadores e diversos profissionais que fizeram parte da trajetória do SAE foram homenageados por suas contribuições essenciais.

O serviço hoje

Atualmente, o SAE é referência regional no atendimento a doenças infecciosas e no tratamento de HIV/Aids. A equipe multidisciplinar atua com acolhimento, diagnóstico, aconselhamento, consultas de adesão e internações.
Além do HIV/Aids, o serviço atende casos de tuberculose, hepatites virais, esporotricose e outras doenças infectocontagiosas, sempre dentro da lógica do atendimento universal e humanizado do SUS.

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