Após inaugurar sua primeira unidade de produção nas Américas, em Iracemápolis (SP), a montadora chinesa Great Wall Motor (GWM) já avalia locais para instalar uma segunda fábrica no Brasil. O objetivo é ampliar a capacidade de produção, que pode chegar a 300 mil veículos por ano, sobretudo em modelos híbridos e elétricos.
Diversos Estados já apresentaram propostas formais, entre eles Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Espírito Santo. No entanto, fontes de bastidores apontam que o Rio Grande do Sul também entrou na disputa, com a cidade de Rio Grande surgindo como alternativa estratégica por seu potencial logístico.
A proximidade do Porto do Rio Grande, uma das principais portas de entrada e saída do Mercosul, é vista como diferencial para a instalação de uma operação de grande porte, seja na montagem de veículos, na produção de autopeças ou até em um centro de pesquisa.
Incentivos e mão de obra em debate
Embora ainda não haja confirmação oficial da montadora sobre negociações no Estado, informações extraoficiais indicam que está sendo discutido um pacote de incentivos fiscais para atrair o investimento. Outro ponto central é a questão da mão de obra especializada: uma fábrica da GWM exigiria, inicialmente, cerca de 8 mil profissionais. Autoridades locais já teriam sinalizado disposição em preparar e qualificar trabalhadores para atender à demanda.
Interesse em energia limpa
A GWM tem demonstrado interesse em tecnologias de hidrogênio verde, o que poderia abrir espaço para parcerias no Rio Grande do Sul, já que o Estado discute políticas para o setor energético. Recentemente, a empresa trouxe ao Brasil um caminhão movido a hidrogênio, apresentado em São Paulo, mas que pode ser levado também ao território gaúcho para testes.
Cenário em aberto
Por enquanto, a decisão sobre a nova unidade segue em estudo e não há previsão de anúncio oficial. A única certeza é que a montadora chinesa aposta forte no mercado brasileiro, enxergando no país a base de sua expansão na América do Sul.
Se confirmada, a instalação em Rio Grande representaria um dos maiores investimentos industriais da história recente do Estado, com impacto direto na geração de empregos, na arrecadação de impostos e no fortalecimento da economia local.
