Rio Grande cria Rede de Parques para proteger natureza, combater mudanças climáticas e promover saúde urbana
A Prefeitura do Rio Grande deu um passo significativo na proteção ambiental ao sancionar a Lei nº 9.316, que institui a Rede de Parques do Município (RPM). A nova política pública estabelece um marco inovador para a preservação sistemática de áreas verdes urbanas e Unidades de Conservação (UCs), com impacto direto no combate às mudanças climáticas, na promoção da saúde pública e no estímulo a uma economia verde e sustentável.
Sob gestão da Secretaria de Município do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA), a RPM reunirá e coordenará ações voltadas à proteção da biodiversidade, promoção da educação ambiental, incentivo ao ecoturismo e fortalecimento da justiça climática.
Preservação ativa e compromisso com o futuro
Inicialmente, a Rede será composta por três parques urbanos e uma unidade de conservação:
🌿 Parque Urbano do Bolaxa (PUB)
🌿 Parque Urbano do Senandes (PUS)
🌿 Parque Urbano Bosque das Caturritas (PUB Caturritas)
🌿 Parque Municipal Natural da Barra (PMNBarra)
A lei prevê a inclusão de novos espaços conforme forem sendo criados, ampliando a abrangência e os benefícios da rede ao longo do tempo.
De acordo com a SMMA, a RPM marca uma mudança de paradigma nas políticas ambientais municipais: mais do que proteger áreas naturais, ela incorpora os parques como infraestrutura urbana essencial, que ajuda a regular o microclima, reduzir impactos de eventos climáticos extremos e melhorar a qualidade do ar.
Dois biomas ameaçados, uma resposta local poderosa
Rio Grande está inserido nos biomas do Pampa e da Mata Atlântica, dois dos mais degradados do Brasil. A RPM surge como um instrumento legal pioneiro para proteger a biodiversidade local, conectando a conservação à promoção de justiça ambiental, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social.
Saúde, bem-estar e economia verde
Estudos apontam que áreas verdes nas cidades estão diretamente ligadas à melhora da saúde pública, com redução de doenças respiratórias, mentais e cardiovasculares. Além disso, os parques e unidades de conservação da RPM se tornam espaços de convivência, lazer e aprendizado, gerando novas possibilidades econômicas ligadas ao turismo sustentável e à valorização ambiental do território.
A criação da RPM representa um compromisso real com a sustentabilidade urbana, colocando Rio Grande na vanguarda das políticas ambientais no Sul do Brasil. É uma estratégia que alia preservação, inclusão social e desenvolvimento econômico sustentável — pilares de um futuro mais justo e equilibrado.
