Depois de décadas de reclamações, buzinaços, promessas, e incontáveis “estamos estudando o contrato”, finalmente uma luz no fim do pedágio: o governo federal anunciou que os pedágios das BR-116 e BR-392 vão acabar. Mas, calma lá, só em março de 2026. Sim, você leu certo. Daqui a longos e pacienciosos 9 meses (ou o tempo de uma gestação completa).
Enquanto isso, os motoristas da Região Sul do Estado – especialmente de cidades como Rio Grande, Pelotas, São Lourenço e Canguçu – continuam com o velho hábito: pagar para ir e pagar para voltar, sem muita certeza sobre o que foi feito com todo esse dinheiro até hoje.
🧾 A promessa: fim do contrato com a Ecosul
O contrato com a Ecosul, responsável pelas praças de pedágio, não será renovado, segundo o Ministério dos Transportes. A ideia é entregar a concessão a uma nova empresa, com novas condições. Dizem até que virá com “modelo mais moderno e justo”. Dizem…
Mas, como toda boa novela federal, até março de 2026 muita coisa pode acontecer: mudanças de planos, novas licitações, readequações técnicas, conjuntura econômica mundial, eclipse solar e quem sabe até uma nova promessa de “estamos avaliando”.
🚗 O pedágio mais caro do Brasil (com emoção)
A região já amarga, há anos, o título nada honroso de pedágio mais caro do país em relação à quilometragem. E a resposta da concessionária sempre foi simples: “os contratos foram assinados assim”. Parece piada, mas é realidade.
Enquanto isso, as rodovias colecionam buracos, falta de acostamento, sinalização apagada e obras lentas. Uma verdadeira passarela de emoções para quem anda por lá.
😑 Motoristas reagiram com entusiasmo (ou quase)
“Agora vai! Só esperar sentadinho até 2026. E torcer pra não inventarem um ‘pedágio digital’ via PIX”, brincou um caminhoneiro na praça de Pelotas, enquanto pagava R$ 14,20 pela 37ª vez no mês.
🛑 Resumo da obra:
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Quando termina? Março de 2026.
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Até lá? Paga-se normalmente.
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Vai baixar o valor? Não.
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Vai melhorar o serviço? Talvez. Talvez não.
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Vai ter nova concessão depois? Sim. Com promessas de modernidade. E, quem sabe, de um novo nome mais bonito para “pedágio”.
⚠️ Até lá, o motorista segue contribuindo religiosamente com as tarifas — porque o costume de pagar pedágio no Sul é quase um patrimônio cultural.
Agora News RG seguirá acompanhando e, claro, pagando junto.
