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Estaleiro RG busca novos contratos e vislumbra retomada mais robusta no Polo Naval

O Estaleiro Rio Grande, operado pela Ecovix, busca consolidar sua presença no cenário nacional da indústria naval com a conquista de novos contratos. Após anos de instabilidade e retomada gradual das atividades, a empresa tem focado em ampliar sua carteira de serviços, buscando parcerias com empresas do setor de óleo e gás, logística portuária e reparo naval.

Um dos marcos recentes foi a renovação de contrato com a Petrobras para manutenção de unidades offshore, que estendeu os serviços previstos inicialmente por dois anos para um ciclo de até seis anos. O desfecho positivo representa um alívio para trabalhadores e fornecedores locais, além de sinalizar uma retomada mais concreta do Polo Naval do Rio Grande.

Segundo a direção da Ecovix, as negociações em andamento envolvem novos projetos de conversão, manutenção e construção de módulos navais. O estaleiro também tem buscado certificações e adequações para operar com maior diversidade de embarcações e sistemas de produção offshore, abrindo portas para contratos com empresas internacionais.

Desde que retomou as atividades em 2021, o Estaleiro RG tem mostrado capacidade técnica e estrutural, contando com um dos maiores diques secos da América Latina e infraestrutura apta para construção de plataformas e navios de grande porte. A aposta da empresa agora é em contratos de médio e longo prazo que garantam estabilidade econômica e geração de empregos.

A movimentação também é acompanhada com atenção pela comunidade rio-grandina, que viveu o auge do Polo Naval na década passada, quando o setor chegou a empregar mais de 20 mil pessoas na região. Hoje, com um cenário mais modesto, a expectativa é de que uma nova onda de contratos possa restabelecer parte da vitalidade econômica que o estaleiro trouxe à cidade.

O Estaleiro Rio Grande reforça seu compromisso com práticas sustentáveis, segurança no trabalho e qualificação de mão de obra local, e destaca que a recuperação do setor depende não apenas de contratos, mas também de estabilidade política, apoio institucional e incentivos à indústria nacional. (Redação)

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